A necessidade de justificar as verbas de dinheiro público que recebe leva o Instituto Nacional do Câncer a mentir deslavadamente e buscar enganar a população com lógicas falaciosas. Com grande alarde o INCA divulgou no dia 22 de agosto uma pesquisa que "comprova" que "fumo passivo mata". Veja como essa inverdade foi construída.
Os distintos e bem-pagos pesquisadores tomaram como base o "Inquérito de Fatores de Risco INCA/SVS" de 2003. Pelas informações que se encontram no press-release do próprio INCA sobre o estudo, é possível concluir com um mínimo de raciocínio que chamar isso de ciência é absurdo. Vamos enumerar ponto a ponto os absurdos desse dito "estudo" para facilitar a compreensão.
- Para ser taxativamente chamado de "causa de morte", o fumo passivo deveria apresentar estatísticas mais significativas, não é? O estudo "conclui" que podem ser "atribuíveis ao fumo passivo" 2,9% das mortes por doenças cérebro-vasculares, 2,5% das mortes por doenças isquêmicas, e 0,7% das mortes por câncer de pulmão. O próprio INCA revela que as mortes consideradas para os cálculos foram apenas aquelas ocorridas entre não-fumantes que conviviam com fumantes -- e os percentuais são bastante baixos mesmo dentro de tão pequeno grupo avaliado. Estatisticamente, tornar-se-iam insignificantes se os casos mencionados pela pesquisa fossem comparados ao total de mortes naturais do país. Só isso já desqualifica completamente a apresentação feita pelo INCA de que "o fumo passivo mata".
- É de se observar que não foi feito realmente um estudo de caso com acompanhamento dos indivíduos, observação de efeitos decorrentes da exposição à Fumaça Ambiental de Tabaco, entre outras possíveis metodologias. Os tais números apresentados pelo INCA são nada mais do que estatísticas sobre estatísticas, baseadas em um estudo que também parte de premissas hipotéticas. Não há, nem no estudo recente nem no anterior, quaisquer casos de doenças ou fatalidades que possam ser comprovada e exclusivamente atribuídas ao fumo passivo.
- De forma no mínimo amadora, o tal estudo não informa -- e aparentemente sequer considerou -- os demais fatores de risco para a ocorrência das doenças nos indivíduos pesquisados, tais como sedentarismo, exposição à poluição, stress, hábitos alimentares, fatores genéticos e a própria idade. Uma olhada atenta no arquivo de apresentação do tal "estudo" mostra que, dos casos de morte considerados, mais de 63% foram de pessoas com 65 anos de idade ou mais -- que, reconhecidamente, são muito mais propensas a sofrer várias doenças, principalmente as enumeradas pelo INCA, estando ou não expostas à presença de fumantes.
- A própria fórmula matemática apresentada para cálculo da "fração atribuível populacional" é um absurdo algébrico que, diante do linguajar pseudo-científico, passa despercebido pela maioria da população. Devido à ordem de precedência das operações matemáticas (exponenciações primeiro, divisões e multiplicações depois, adições e subtrações por último), a fórmula p*(RR-1) / p*(RR-1) + 1 só pode apresentar como resultado o valor 2, visto que p*(RR-1) dividido por ele mesmo só pode dar 1. Além do mais, o estudo não esclarece de onde saiu RR e como tal item foi calculado.
Os objetivos do INCA com tal difamação são obscuros e assustadores. A apresentação do "estudo" sugere que "políticas de criação de ambientes livres do tabaco EM CASA (grifo nosso) e no trabalho podem reduzir consideravelmente a mortalidade no Brasil". Além de criar uma generalização altamente sensacionalista, ao apontar que o fumo passivo é causa "considerável de mortes no Brasil", os ditos "cientistas" do INCA querem, então, proibir que as pessoas possam fumar até mesmo nos seus próprios domicílios! Trata-se de um atentado descarado à liberdade, à inviolabilidade do lar, e é um potencial precedente de extrema gravidade para que, mais adiante, qualquer hábito considerado insalubre ou improdutivo por autoridades públicas seja reprimido com a maior prepotência possível.
Igualmente lamentável é que o INCA abuse do sensacionalismo mais vil para atrair espaço na mídia e criar verdadeiro pânico na população, com base em puras mentiras apresentadas de forma a parecer verdadeiras. Que tente, pelo apelo midiático e de opinião pública que o tema saúde goza, vender uma idéia pré-concebida em vez de permitir que os próprios cidadãos tirem suas conclusões a partir de pura e verdadeira informação. E que, como as próprias sugestões do tal "estudo" indicam, tente o INCA se valer de falácias para argumentar e impôr seu lobby às autoridades públicas para que, por "canetadas", reprimam ou até suprimam da sociedade um hábito e uma cultura secular. Não há no mundo inteiro qualquer estudo que comprove de forma cabal e inquestionável a ocorrência de qualquer doença por conta de fumo passivo, e a própria ciência traz várias pesquisas -- muito mais sólidas do que a apresentada pelo INCA -- que concluíram não ser possível atribuir ao fumo passivo qualquer efeito além de um incômodo aos não-fumantes.
O FumantesUnidos.org entende que os não-fumantes que têm aversão ao fumo devem ter seus direitos plenamente respeitados, e contar com ambientes livres de fumaça em seus ambientes de trabalho e em espaços públicos fechados. Acreditamos que é possível e necessário oferecer tais ambientes aos não-fumantes, sem prejudicar os direitos que os fumantes têm de exercer seu hábito e simultaneamente se divertir, consumir e ter pleno convívio social, como sempre aconteceu até os dias de hoje. Entendemos que órgãos públicos de saúde devem de fato trabalhar em campanhas de esclarecimento e convencimento sobre fatores de risco para a população, de forma a prevenir doenças, e também oferecer toda a assistência possível a quem, por vontade própria, deseja parar de fumar. Mas jamais deve fazê-lo de forma a incitar ódio e perseguição a cidadãos, como vem fazendo com "estudos" desta estirpe em relação aos fumantes. Agindo de tal forma, o INCA desrespeita e achincalha um terço da população brasileira, que deve ter seu livre-arbítrio e suas liberdades consideradas, como todos os demais cidadãos. |