Contra o preconceito e o desrespeito

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O fumo e o seu ambiente de trabalho
 
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Proibição está matando os pubs ingleses
Notícias - Mundo
A entidade britânica de defesa dos fumantes Freedom2Choose e o instituto de pesquisa independente Yorview fizeram um estudo entre os dias 1o de janeiro e 28 de março que revela: o movimento de 65% de bares e pubs da Grã-Bretanha despencou desde que o país adotou a proibição ao fumo em recintos coletivos em julho de 2007. Quase 30 estabelecimentos estão sendo fechados a cada semana.

A pesquisa foi feita por e-mails enviados a 2.600 proprietários e gerentes de bares e pubs, dos quais 186 responderam -- uma taxa de resposta considerada normal para uma pesquisa feita a distância e sem oferta de incentivos e prêmios. Apenas 2% dos pesquisados responderam que a proibição ao fumo não causou nenhum efeito na queda do movimento, e um total de 52% dos entrevistados apontou que a proibição é a única causa da queda. Alguns dos pesquisados informaram redução de aproximadamente 2.000 libras esterlinas em negócios a cada semana e corte de metade do número dos empregados.

Para 68% dos empresários, a proibição deveria ser revista e encerrada, mas 60% deles disseram estar pessimistas ou muito pessimistas em relação ao futuro, e 96% acreditam que o governo britânico ainda vai criar mais problemas, como a proibição do fumo em áreas externas e restrições à venda de álcool. A conseqüência política desse neo-puritanismo também foi avaliada, e 35% dos empresários do setor disseram que a proibição ao fumo vai mudar o voto deles na próxima eleição do país. A pesquisa indicou que 69% dos entrevistados já eram contrários à proibição antes mesmo que ela fosse introduzida, o que confirmou uma pesquisa feita pelo próprio Escritório de Estatísticas Nacionais do governo em que 67% dos britânicos se disseram contrários a uma proibição total do fumo. Por fim, 70% dos entrevistados consideraram que o custo público da proibição ao fumo não se justificou.

A nova lei britânica de combate ao fumo proíbe também a implementação de fumódromos e áreas de fumantes, que são apontados por 66% dos entrevistados como uma possível solução para diminuir o impacto da proibição nos negócios. 49% também apontaram como solução o uso de exaustores e ventiladores para melhorar a qualidade do ar nos estabelecimentos. Sobre o efeito do fumo passivo aos funcionários dos bares, 58% dos entrevistados consideraram que pode causar problemas à saúde, mas muitos deles apontaram que trabalhar ou não no atendimento em áreas de fumantes é também uma questão de escolha individual e que a maior parte dos funcionários também fuma.

Recentemente, a British Beer and Pub Association divulgou que 27 estabelecimentos estão sendo fechados a cada semana em todo o Reino Unido -- uma taxa sete vezes maior do que a média de 2006 e 14 vezes mais alta que a média de 2005. Na Escócia, a proibição ao fumo nos bares causou uma queda de 4% na venda de cerveja, e o instituto Nielsen de pesquisas de mercado estimou que a proibição estendida a todo o país faria o consumo de cerveja na Inglaterra e no País de Gales cair em aproximadamente 200 milhões de pints (tulipas pequenas) por ano.

"Essa pesquisa mostra sem meios-termos quão devastante a proibição ao fumo foi para a indústria de hospitalidade", declarou Colin Grainger, presidente da Freedom2Choose, que completou: "A proibição é desproporcional aos alegados males do fumo passivo, que nunca foi comprovado ser mais do que irritante para algumas pessoas". O prefácio do estudo é escrito por Godfrey Bloom, membro do Parlamento Europeu e ex-fumante há quatro anos: "A escolha do uso de tabaco em clubes e pubs é do proprietário e só dele. É simplesmente uma questão de liberdade de escolha pessoal".
 
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