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Muitas vezes parece que os anti-fumantes podem fazer o que quiser na publicidade -- seus fins "politicamente corretos" justificam os meios, no caso o abuso de linguagem e imagens de extremo mau-gosto e até mesmo enganosas e desrespeitosas. Mas vez por outra a sociedade dá a merecida resposta, e foi isso que aconteceu na Grã-Bretanha.
A Advertising Standards Authority, órgão regulador da publicidade na terra dos Beatles, recebeu 774 queixas públicas contra a recente campanha anti-fumantes do governo, que mostrava jovens violentamente fisgados por anzóis pela boca -- numa alusão de que o cigarro "captura" as pessoas. O Departamento de Saúde governamental declarou que a campanha foi bem-sucedida e fez com que mais de 820 mil pessoas procurassem o serviço público de ajuda para quem quer parar de fumar. Mas o órgão regulador da publicidade considerou a campanha inadequada e mandou que fosse tirada de circulação. Um dos argumentos da agência foi de que os cartazes e out-doors poderiam assustar as crianças. No Brasil, ainda surgiram comentários de que era isso mesmo que a campanha deveria fazer, para evitar que crescessem novos fumantes. É disso que se move a cruzada anti-fumantes -- terrorismo, mau-gosto, desrespeito e repressão ao livre arbítrio. |