Contra o preconceito e o desrespeito

Contra o preconceito e o desrespeito

O fumo e o seu ambiente de trabalho
 
mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterNa semana501
OMS conclui: fumo passivo não causa câncer de pulmão
Saúde e Ciência - Pseudociência

Quem diria. Um dos principais episódios sobre a falta de conclusões cientificamente comprovadas sobre o fumo foi protagonizado pela própria Organização Mundial da Saúde, há dez anos. As organizações de combate ao fumo e a própria OMS tentaram esconder o fato, com censura e ameaça à imprensa.... mas teve que engolir em seco pouco depois.

No dia 8 de março de 1998, saiu a seguinte reportagem no jornal britânico The Telegraph, assinada pela repórter Victoria Macdonald:

A principal organização de saúde do mundo censurou a publicação de um estudo que mostra que não apenas pode não haver ligação entre o fumo passivo e o câncer de pulmão, como ele poderia até mesmo ter um efeito protetor.

Os surpreendentes resultados devem escancarar o debate sobre os riscos do fumo passivo. A Organização Mundial da Saúde, que encomendou o estudo a 12 centros em sete países europeus, não tornou pública a descoberta, e em vez disso produziu apenas um sumário dos resultados em um memorando interno.

Apesar das várias tentativas, ninguém no escritório central da OMS em Genebra quis comentar as descobertas na semana passada. Na Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, em Lion, na França, um porta-voz disse apenas que o estudo completo foi enviado a um periódico científico e que a data de publicação ainda não foi marcada.

As descobertas certamente são um vexame para a OMS, que gastou anos e vastas quantias em campanhas anti-fumo e anti-tabaco. O estudo é um dos maiores já feitos sobre a ligação do fumo passivo – ou a Fumaça Ambiental de Tabaco (FAT) – e o câncer de pulmão, e era ansiosamente aguardado por especialistas médicos e grupos engajados nas campanhas.

Ainda assim os cientistas descobriram que não havia evidência estatística de que o fumo passivo causaria câncer de pulmão. A pesquisa comparou 650 pacientes de câncer de pulmão com 1.542 pessoas saudáveis. Foram analisadas pessoas que eram casadas com fumantes, que trabalhavam com fumantes, que tanto eram casadas quanto trabalhavam com fumantes, e aquelas que cresceram junto a fumantes.

Os resultados sustentam não haver risco adicional para uma pessoa convivendo ou trabalhando com um fumante, e poderiam sustentar que o fumo passivo tem um efeito protetor contra o câncer de pulmão. O sumário, visto por The Telegraph, também diz: “Não houve associação entre o risco de câncer de pulmão e a exposição a FAT durante a infância”.

(...)”

Obviamente a evidência causou um embaraço para a OMS e a reação autoritária de entidades que se sustentam pregando a repressão aos fumantes. A organização não-governamental inglesa ASH (Action on Smoking and Health) protocolou uma queixa contra o The Telegraph na Comissão de Reclamações da Imprensa (PCC) da Grã-Bretanha, argumentando que o sumário do estudo da OMS havia sido mal-interpretado. Mas em outubro de 1998 o estudo foi finalmente publicado no Journal of the National Cancer Institute, confirmando as informações que foram veiculadas pela reportagem. A PCC teve, então, que indeferir o protesto da ASH contra o The Telegraph.

 
Joomla 1.5 Templates by Joomlashack